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SEMINTENDES

Lendo, vê Semintendes...

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SEMINTENDES

18
Fev09

XVIII Encontro SIC em Pombal

lamire

Começa a preparar-se o XVIII Encontro, este ano a ser realizado em POMBAL.

Esta semana efectua-se a primeira reunião preparativa com alguns dos elementos que fazem parte da comissão provisória. José Roque já começou a trabalhar e aqui está o cartaz do Encontro.

 

28
Dez08

Nesta noite de Natal

lamire

Começo a estar farto deste formato de Natal.

Estou farto de ver Natais dos Hospitais, coitadinhos, aleijadinhos e tudo o mais que seja má sorte a ser o tema do Natal, adulterando por completo o simbolismo histórico do mesmo.

Com efeito, Jesus, reza a história, nasceu numa manjedoura, mas não queremos com isto dizer,  que a época é para só falarmos da miséria.

O nascimento é o acto mais admirável que a natureza nos proporciona. Celebrá-lo é importantíssimo.

Os media adulteram por completo toda a nossa sociedade e ficamos quedos, mudos, como se tudo estivesse bem. São as novelas, é o futebol, são os telefonemas de valor acrescentado.

Este Natal, só uma coisa  me acalmou um pouco: não ouvi falar de futebol.

O resto foi um contínuo acto de pedinchice que já enoja.

As televisões quase que se guerreavam só para fazerem  actos de solidariedade fácil.

São os telefonemas, são contas solidárias, com nºs onde colocar as verbas, com bancos muitos solícitos a aceitar as mesmas.

E agora? Onde pára tudo isso? Como se prestarão contas?

E o resto do ano?

Rumei um pouco contra esta maré. 

O Lar de S. Martinho é um local onde se encontram crianças também elas fruto desta sociedade desprotegida. Fica ali, mesmo aos pés de S. Martinho do Bispo.

É noite  do dia 23 de Dezembro e o portão está aberto. Entro. Há luz no interior e as portas do lar estão abertas. Vou na direcção de onde escuto som.  Uma pequena sala que dá para um quarto e uma  pequena cozinha. O som da TV não deixa perceber outros ruídos.

-Está aqui alguém? ...... Mas ninguém responde. Aumento o volume da minha voz.

-Um momento!

Passado algum tempo aparece  o Padre Serra, director e impulsionador desta  obra. Não pensava que fosse tão fácil chegar ao principal responsável desta casa.

Ali iniciámos uma conversa que nos levou a um resumo de toda uma vida dedicada aos jovens. Oferece-me a última revista e ali fica falando dos seus pupilos, dos que vão progredindo, dos que já estão arrumados, a trabalhar, dos que partem sem deixar rasto.

-Padre Serra, onde estão as suas dificuldades?

-Temos uma casa que é um Hotel 5 estrelas. Mas, por vezes eles não compreendem. São jovens. Partem muita coisa. Felizmente temos muitas ofertas. Mas é uma obra com 74 empregados! E isso acarreta-nos muitos encargos. Por isso, a maior dificuldade é o dinheiro. Ainda temos algumas dívidas desta obra.

É evidente que não ia ali para resolver os problemas da obra do Padre Serra. A minha mínima contribuição foi um gesto simbólico para tentar fugir do meu descompromisso solidário feito com os 72 cêntimos de um telefonema para  uma missão sorriso.

Mas essencialmente enriquecer o meu conhecimento com  aqueles que fazem da sua vida um Natal completo, dia a dia, entregando-se àqueles que, numa sociedade individualista, não têm um lugar que lhes assegure uma vida digna.

Parabéns ao Padre Serra e à sua Obra.

AS

03
Dez08

Cónego Adriano Santo: Obreiro dedicado da comunicação de inspiração cristã

lamire

 

 

É justíssimo este gesto da Associação de Imprensa de Inspiração Cristã (AIC) ao distinguir três dos cabouqueiros do movimento, não apenas pelo facto de terem atingido o estatuto da jubilação, mas sobretudo porque o seu exemplo de entrega a uma causa nobre e a sua persistência em seguirem pelo caminho traçado, apesar de todas a dificuldades e dos muitos obstáculos a vencer, servem de motivação para todos os que agora assumimos a tarefa de, a diversos níveis e por diferentes modos, tornarmos presente o espírito do Evangelho no vasto mundo da comunicação.
Cabe-me dizer duas palavras sobre um dos distinguidos, o Cónego Adriano Simões Santo. Aceitei, com gosto, esta incumbência, embora necessitasse de um espaço de tempo mais prolongado do que aquele que me foi atribuído, para dizer de todas as razões por que considero o Cónego Adriano merecedor do nosso aplauso e da nossa gratidão.
Tentarei resumir essas razões em quatro pontos:

1. Dos oitenta e picos anos de vida, quase sessenta (se fora o Tio Ambrósio diria quase um moio deles) foram dedicados a tarefas que se prendem com a comunicação.
É quase uma vida inteira, desde o início da década de cinquenta quando, jovem padre, fundou a Voz de Vila Verde, na freguesia do mesmo nome, no arciprestado da Figueira da Foz. Evangelizar; naquele meio bastante descristianizado e onde se fazia sentir algum anticlericalismo; não era tarefa fácil. Um pequeno jornal podia congregar vontades e estabelecer pontes entre as pessoas, mesmo as que apresentavam ideias diferentes.
Depois em Penela, embora o rebanho fosse com maior naturalidade e maior frequência às águas cristalinas, colocou os seus dotes de comunicador simples noutro pequeno jornal, A Voz de Penela, por ele fundado, e que serviu de escola a alguns rapazes que ali criaram o gosto pela escrita. A experiência repetiu-se em Chão de Couce, terra da sua naturalidade, onde fundou a Voz das Cinco Vilas, alargando o seu âmbito, como se depreende do título, às paróquias vizinhas.
O seu entusiasmo e o seu gosto pelos jornais não passou despercebido ao senhor D. João António Saraiva, de saudosa memória, que lhe pediu para assumir a direcção e “O Amigo do Povo”, que havia sido fundado por D. Manuel Coelho da Silva, em 1916, como “órgão da Boa Imprensa”, com larguíssima difusão pelas aldeias das dioceses de Coimbra, de Leiria e de Aveiro, e que chegou – precisamente durante a época da direcção do Cónego Adriano – a uma tiragem de mais de quarenta mil exemplares por semana. Não foi sem dificuldades que exerceu o seu cargo, sobretudo no verão quente de 75, quando alguns cederam à tentação de calar vozes incómodas como a do “Amigo”, dando oportunidade ao Cónego Adriano de ser, por certo, o único de nós que se pode orgulhar de ter conhecido o que é sofrer a perseguição e a prisão, por proclamar os valores em que acredita.
Foi neste pequeno-grande semanário que melhor manifestou as suas qualidades, não apenas de rigoroso administrador, mas igualmente de escritor sagaz e atento quer à realidade da vida, quer ao perfil de milhares de leitores, muitos dos quais vinham à redacção dizer que haviam aprendido a soletrar nas páginas do “Amigo”. Durante muitos anos manteve neste semanário uma secção de casos exemplares, colhidos na sua experiência de relação com as pessoas, a que deu o título de “Retalhos da Vida” e que, felizmente, estão recolhidos em volume. O estilo é sóbrio e a linguagem castigada, na escola do Padre Américo de Aguiar que, com as suas crónicas da Sopa dos Pobres no “Correio de Coimbra” dos anos quarenta do século XX influenciou, talvez sem alguém se aperceber disso, toda uma geração que o admirava na sua acção e, quiçá inadvertidamente, no seu modo de se expressar através da escrita.

2. Uma segunda razão prende-se, obviamente, com as qualidades que caracterizaram e continuam a caracterizar a sua acção – porque o Cónego Adriano, com a sua jubilação aos oitenta, não se remeteu à inactividade, continuando a colaborar, sempre que o acha oportuno quer no “Amigo”, quer no “Correio de Coimbra”, quer mesmo no jornal local “Serras de Ansião”.Dessas qualidades – que são muitas e algumas delas em alto grau – devo destacar duas, que lhe assentam como uma luva: a capacidade de trabalho que me dispenso de comentar, e aquela teimosia que nele é virtude, no sentido que lhe deu o publicista Paul Chauchard naquele livro que intitulou “As virtudes dos vícios e os vícios das virtudes", que o Cónego Adriano, por certo, leu na juventude, numa tradução do seu companheiro de estudos Joaquim Ferreira Gomes. A essa teimosia podemos chamar, se assim o preferirem, persistência ou mesmo perseverança, porque não é próprio dos fortes, apesar dos obstáculos e dos tropeços colocados no caminho por gente menos bem intencionada, desistir da obra começada. E a verdade é que a comunicação de inspiração cristã deve muito à boa teimosia do Cónego Adriano.

3. Como terceira razão para este justíssimo gesto de gratidão, afirmo, por convicção própria, havida de um longo contacto de mais de três dezenas de anos, que o Cónego Adriano acredita naquilo que faz e ama aquilo em que acredita, para me servir de uma das sínteses mais felizes de um dos maiores génios do cristianismo – Agostinho de Hipona. O Cónego Adriano acredita na bondade, na eficácia e na força da comunicação e, por isso, aprendeu a amá-la, tirando daí razões para melhor acreditar nela. Diz o nosso povo que quem corre por gosto não cansa. Pois eu diria que quem corre por amor a uma causa está sempre disposto a consagrar-lhe mais tempo, mais energia e uma dedicação sempre renovada.

4. Se não existissem estas razões, bastaria a última para justificar este acto de lembrança agradecida: o Cónego Adriano é um corredor de fundo e, como tal, aprendeu que a marcha longa se faz melhor acompanhando os que têm os mesmos objectivos e correm na mesma direcção. Ninguém ignora, aqui, que foi ele sempre um dos maiores entusiastas por este movimento associativo, que nos congrega em espírito de serviço à causa da evangelização através dos meios de comunicação. Uma dedicação assim não poderia ficar sem ser assinalada, se mais não fora para que sirva de incentivo aos que estão a meio da jornada, e sobretudo àqueles que agora dão os primeiros passos nesta difícil, mas encantadora missão de transmitir os valores do Evangelho no mundo de novo tempo.
Obrigado, senhor Cónego Adriano, pelo seu testemunho de dedicação a esta causa, e se isso me é permitido, no meu caso pessoal, pela sua longa, profunda e sempre demonstrada amizade. Bem-haja!


A. Jesus Ramos
 
26
Out08

Parabéns duplicados

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Manuel Augusto Dias é de 1968 e nasceu no dia 26 de Outubro de 1956.

Faz hoje 52 anos e daqui lhe endereçamos os nossos parabéns. Ao mesmo tempo comemora os  25 anos de casado - bodas de prata, embora o dia exacto seja o dia 29.

Para ele, esposa e filhos, um grande abraço de parabéns.

22
Set08

Faleceu o Celestino Mendes Duarte

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Morreu o Celestino Mendes Duarte,

do Formigal/Vinha da Rainha.

 

106 - José Carlos (21-09-2008 - 03:58:36 PM) 

Foi meu companheiro desde a primeira classe. Entrámos para o Seminário em 1964. Esta noite sentiu-se mal, depois de uma confraternização em família.
A última vez que o vi foi no jantar de despedida do Padre Jacinto. É mais um que parte sem avisar. Oxalá não tenha sofrido muito.
O corpo está em câmara ardente na Casa Mortuária da Vinha da Rainha, em frente à Igreja Paroquial. O funeral é amanhã, 2ª feira, às 5 da tarde.
Descansa em paz!

01
Jul08

Pai de Padre Luís Leal, Pároco de Marvila-Lisboa, ordenado Diácono

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Francisco Freire Leal é natural de Ansião

Francisco Freire Leal nasceu a 6 de Janeiro de 1940, em Casal Viegas, Ansião, tendo frequentado o Seminário de Coimbra, para onde entrou em 1951, juntamente com outros alunos do concelho - Abílio Domingues e António dos Santos, de Santiago da Guarda - tendo desistido de ser padre a partir do  7º ano.
Há muitos anos que vive em Lisboa, tendo  feito a maior parte da sua vida na Companhia Nacional de Navegação, que, entretanto, foi extinta.
É casado e pai de três filhos.
Luís Leal, um deles, foi ordenado presbítero há 9 anos e é pároco da Igreja de Marvila, Lisboa.

No dia de S. Pedro e S. Paulo, 29 de Junho, o Patriarca de Lisboa, D. José Policarpo, procedeu à ordenação de 7 novos padres e 4 diáconos.
Os presbíteros eram oriundos, 5 do Seminário dos Olivais e 2 do Seminário Redemptoris Mater - Caminho Neocatecumenal, tendo estes como  nacionalidade original o Peru e a República Dominicana
Os Diáconos,  dois vêm dos Padres Dehonianos-S.C.J., com origem  nos Camarões  e um da Congregação da Missão.
Por último, Francisco Freire Leal, Diácono Permanente, ordenado para a Diocese de Lisboa, residente na Ameixoeira, mas natural de Ansião.
Francisco Leal, ao ter frequentado o Seminário de Coimbra, sentiu em toda a sua vida um certo carisma de entrega, a que ele chama "a sua dívida".  E, após 3 anos de preparação,  decidiu, desta forma, ser prestável à Igreja, actualmente tão carenciada de quem aposte em a servir incondicionalmente.
A celebração realizou-se no Mosteiro dos Jerónimos, única Igreja  de Lisboa em que seria possível albergar a quantidade de fiéis que quiseram estar presentes e que são um sinal da forte união eclesial.
Esta cerimónia,  ao mesmo tempo que noutras dioceses ( Consulte: Padre João Lavrador sagrado Bispo em Coimbra), coincide com a comemoração dos 30 anos de  Ordenação Episcopal de D. José Policarpo.
Falámos com o novo diácono, que não deixa de registar toda a compreensão e aceitação da sua família para esta nova missão. Sua esposa, Salete, é quem trata das suas novas vestes eclesiais, nas quais pôs todos os seus dotes de costureira nata, confeccionando a dalmática e a estola usada pelo seu marido.
Francisco Leal aguarda agora ser requisitado, pois nesta cerimónia comprometeu-se a servir a Igreja nesta missão que lhe foi confiada pelo maior representante Eclesial do País, o Patriarca D. José Policarpo.

01
Jul08

Padre de Lúcia já é bispo

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Ordenação decorreu na Sé Nova de Coimbra

PERFIL

D. João Lavrador tem 52 anos e é licenciado em Teologia. Natural do concelho de Mira, era até agora Pró-Vigário Geral da Diocese de Coimbra. Padre desde os 25 anos, foi reitor do Seminário de Coimbra, de 1991 a 1997, data em que foi nomeado Vigário Geral da Diocese. Era também director do Instituto Universitário Justiça e Paz, Cónego da Sé e Capelão do Carmelo de Coimbra tendo acompanhado, durante anos, o percurso espiritual da Irmã Lúcia, de quem era confidente.

 

O capelão do convento das Carmelitas de Coimbra, D. João Lavrador, que acompanhou o percurso espiritual da Irmã Lúcia, sobretudo no leito da morte, foi ontem ordenado bispo auxiliar da Diocese do Porto.

Numa cerimónia que decorreu na Sé Nova, em Coimbra, na presença de centenas de pessoas – entre as quais vários bispos – João Lavrador jurou ser "fiel à Igreja" e "guardá-la como esposa santa de Deus".

A presidir a homilia, o bispo de Coimbra, D. Albino Cleto, referiu--se à coesão da Igreja Católica lembrandoque"aunidadese constróisobrerochahumana". Sublinhou o papel do episcopado na conversão, ao afirmar que "nos dias que correm e nestas terras da Europa em que vivemos o martírio [de um Bispo] poderá chamar-se despojamento".

João Lavrador recordou os ensinamentos de João Paulo II que dizia que "o Bispo, agindo em lugar e em nome de Cristo, torna-se sinal vivo do Senhor Jesus, Pastor e Esposo, Mestre e Pontífice da Igreja". Para o "saudoso" Papa "os fiéis devem poder contemplar no rosto do Bispo as qualidades que são dom da graça e que as bem-aventuranças constituem quase o auto-retrato de Cristo". O novo bispo revelou que são "essas palavras as linhas de força" do seu programa episcopal.

"Sinto a Igreja a dizer-me que o bispo é profeta, testemunha e servo da esperança sobretudo nas situações onde maior é a pressão de uma cultura imanentista que marginaliza qualquer abertura à transcendência", afirmou.

João Lavrador cumpriu o rito da ordenação episcopal e recebeu o Livro dos Evangelhos, o anel, a mitra e o báculo pastoral que o acompanharão na nova caminhada de fé que agora inicia na diocese do Porto junto de D. Manuel Clemente.

 

D. JOÃO LAVRADOR,

BISPO AUXILIAR DO PORTO

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"AFASTADOS DE DEUS"

 

Correio da Manhã – Ficou surpreendido com a nomeação?

D. João Lavrador – Fiquei surpreendido em primeiro lugar por ser nomeado bispo auxiliar e, depois, por ser para o Porto.

CM – Que desafios o esperam?

D.J.L. – Os desafios hoje são globais. O que devemos fazer é responder às solicitações da Igreja e da sociedade que é de mudança e renovação constantes e onde há um afastamento de Deus.

CM – A proximidade com a Irmã Lúcia marcou-o de que forma?

D.J.L. – Tive o privilégio de conviver com Lúcia e de ter participado nas suas cerimónias fúnebres, um momento de grande intensidade espiritual. Sei que ela levou as minhas intenções a Deus e espero que o processo de beatificação decorra de forma serena para que em breve suba ao nosso altar.

 
 CARDEAL ORDENA SETE PADRES

O Cardeal-patriarca de Lisboa, D. José Policarpo, ordenou ontem, no Mosteiro dos Jerónimos, sete padres e quatro diáconos, naquela que foi a cerimónia, este ano, de maior número de ordenações presbiterais.

Aliás, a Diocese de Lisboa é a que mais padres ordena este ano, num total de oito, seguida de Viana do Castelo com cinco.

Este ano, porém, nem é dos piores, para a Igreja Católica, em termos de ordenações, já que são 45 os padres que recebem o sexto Sacramento, mais quatro do que no ano passado.

Quanto às outras dioceses onde haverá missas novas, há cinco com três ordenações (Braga, Bragança-Miranda, Guarda, Setúbal e Funchal) e sete com duas (Vila Real, Lamego, Viseu, Coimbra, Évora, Beja e Faro). Finalmente, nas dioceses do Porto, Portalegre-Castelo Branco e Aveiro vai ser ordenado, em cada uma delas, apenas um novo sacerdote.

Cátia Vicente/S.C.
 
in: Correio da Manhã, 30Jun08

 

10
Jun08

Operação Permanente de Solidariedade

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Uma nova acção que nasce no seio dos Ex alunos do SIC

Foi já há muito tempo que um grupo de ex alunos se reuniu  e onde o nome OP apareceu pela primeira vez, neste caso com a justificação de comemorar as 5.000 visitas à página dos Ex alunos SIC (http://www.exalunosdafigueira.com/indexoutrosencontros14jan06.html). A reunião deu-se a 14 de janeiro 2006, no restaurante do Eiras, em Valongo,ali bem perto de Coimbra, no Pato Real, onde, saboreando um pato à moda da casa, se falou dessa ideia de termos uma acção solidária mais real.

Posteriormente, ao comemorarmos as 20 mil visitas da página, o ilustre Ex, Arnaldo Marques da Silva incentivou-nos para uma OPA em Setúbal, que já lançava a dúvida sobre as iniciais. Operação Peixe Assado do dia 29 de Abril de 2007 foi  a isca para reunir mais um grupo no coração da cidade de Setúbal.
E de facto o peixe assado foi rei, mas a conversa principal soou sobre esta força solidária que o nosso grupo potencia. (http://www.exalunosdafigueira.com/indexOutrosEncontrosOPA01.html)

E o Dr. Arnaldo Silva não desistiu da ideia e abre caminho para mais uma OPA. Desta vez na sua linda terra de acolhimento - Palmela. A Casa do Benfica e o ilustre Palmelense, Octávio Machado, muito mais conhecido pelas suas vitórias como treinador de Futebol, acolheram-nos como se amigos de longa data se tratasse.
E na hora de resumirmos este dia 22 de Julho 2007, chegámos à conclusão que as verbas recolhidas para esta OPA chegavam para ainda distribuirmos por outros mais necessitados. E aqui surge o primeiro  resultado palpável desta iniciativa de solidariedade. O que sobrou deste almoço convívio e mais  algumas ofertas  dos Bombeiros de Palmela, sugeridas por Octávio Machado, foram oferecidas à Comunidade de S. Francisco de Assis, em Eiras.

E foi com esta pequena dádiva que começou a fermentar a próxima Operação de Solidariedade. Com um jantar num dos típicos restaurantes de Palmela, em Nov. 2007, os ex Arnaldo, Santos Costa, Lopes Costa e A.Simões alicerçaram o programa Campanhex que dominou a época Natalícia.
Esta campanha tinha o objectivo de oferecer 40 colchões  para a Casa do Gaiato de Miranda do Corvo, que custaram 2.000 euros. Pouco a pouco, a verba foi aparecendo e  de facto, graças à aceitação desta iniciativa, terminámos com um saldo positivo de 750 euros. (http://www.exalunosdafigueira.com/20campanhex/exalunosdafigueiracampanhex00.htm)

Esta verba de 750 euros ficou à responsabilidade do Arnaldo Silva e serve de ponto de partida para esta iniciativa final de  criarmos uma OPERAÇÃO PERMANENTE DE SOLIDARIEDADE.
E foi no início do mês de Março, dia 1, que um grupo de Ex se reuniu perto de Miranda, no restaurante "O Careca" do ex Mário (http://semintendes.blogs.sapo.pt/38720.html ) e aí decidiu fazer nascer a OPS. Ficou determinado que até formalização da Associação ficaria o Arnaldo como presidente e esperaríamos o encontro na Figueira da Foz, a 31 de Maio para anunciar mais publicamente esta iniciativa. Coube  ao José Vieira Lourenço falar, uma vez que o Arnaldo, face à sua actividade profissional, desgastante e de  grande responsabilidade nesta altura,   não pode estar.

O que se pretende com esta  OPS?

Criar um fundo que possa ajudar quem mais precise, dentro ou fora dos Ex.

Como realizar o capital da OPS?

A partir deste grupo, que é imenso, e que, tem, à partida, a base estatutária requerida - formação crítica e de consciência social - abrir inscrição de apoiantes da OPS, em que cada associado se comprometeria  com um apoio mínimo de 1 euro por mês, ou seja, 12 euros por ano, pouco mais que uma dúzia de bicas a menos no orçamento gastronómico de cada um.

A quem cabe a organização da OPS?

Ela cabe incialmente ao Presidente transitório, Dr. Manuel Arnaldo Marques da Silva, apoiada por todos aqueles que têm vindo a estar ligados às anteriores iniciativas. O elo de ligação, será a página dos Ex, onde existirá um link próprio para a OPS. (http://www.exalunosdafigueira.com/OPS/index.htm). Iremos ter um tempo de espera para recebermos inscrições, como  análise da aceitação da iniciativa. Entretanto serão preparados os estatutos e realizar-se-á uma primeira Assembleia, a fim de que possamos formalizar todo o processo legal para que a OPS possa funcionar.

Como aderir à OPS?

Muito fácil. A partir deste momento podes inscrever-te. Basta clicares precisamente AQUI EM OPS. Não precisas de pagar nada. Simplesmente inscreveres-te e manifestares o teu apoio, indicando  o teu nome, email, nº telefone, ano de entrada no SIC e  informares de qual a tua OPS mensal, que pode ser de  1 euro ou mais.

É, portanto, esta a primeira notícia da OPS, esperando que ela seja uma semente que caia em terreno fértil do coração de todos vós, caros amigos e leitores.

SEMINTENDES?

 

31
Mai08

17 encontro dos ex alunos do Seminário da Imaculada Conceição

lamire

 

A recordação do encontro - pintura em tela

 

Imagem da Imaculada Conceição no altar

Costuma dizer-se:"O bom filho a casa torna". E cumpriu-se o ditado.

Foram muitos os que não quiseram deixar passar esta ocasião de voltar ao Seminário da Figueira, rever aqueles ares  que todas as manhãs saboreávamos, a caminho da  capela, a correr para as aulas, ou dando e apanhando umas caneladas nos campos de futebol circundantes.

 

 

Os organizadores José Francisco, Paz Cardoso, Silvino Perdigão e Rogério Alberto

Hoje está tudo diferente, a começar pela ausência desses  "gaibiréus" oriundos dos sítios mais recônditos da diocese. Não há ninguém por ali. Os campos estão desertos, a erva tomou conta do espaço. A quinta já foi. Hoje, um pequeno espaço onde as crianças brincam no  escorrega.

Dei uma volta por tudo o que foi possível. O campo de Cristo-Rei, já foi comido  quase todo pela  necessidade habitacional da cidade. Ainda lá resta o que foi uma das balizas onde eu raramente conseguia meter um golo. Mas tinha bons colegas nessa coisa da bola. O Adriano Dias, o José Vieira,  o Janicas, o Faustino, o Xico Ramos, o Manel Henriques, o Manel Rodrigues, o Albano, entre muitos outros, davam conta do recado.

 

A baliza do campo de Cristo-Rei

 

O grande pinheiro atrás da antiga capela

O pinheiro, por detrás do espaço onde era a capela trouxe-me à lembrança o Ti Jaime, que era quem arranjava as bicicletas  recolhidas nesse espaço. O picadeiro é agora um espaço histórico,  onde tantos se  deliciaram nos momentos de recreio.

As casas das malas estão fechadas. Era  o nosso cantinho, onde se guardavam uns biscoitos, umas passas, um pouco de presunto, que o pai ou a mãe, carinhosamente juntavam na mala de cartão, que tanta vez trouxe às costas, desde a estação, só para poupar os 2 ou 3 escudos da viagem de táxi. Ainda hoje guardo uns cobertores com o número 311. O Paulino mostra com todo o cuidado um dos lenços com o seu número gravado. E lá dizia: "passados quase 50 anos ainda aqui está  como novo. Como vês não era muito ranhoso..."

O refeitório continua o mesmo espaço,  mas sem mesas, porque não há quem coma. A cozinha foi melhorada, mas deve ter os dias contados se isto continuar da forma como está. Antes ainda funcionava ali a Universidade Católica. Agora está tudo fechado.

 

O Padre Veríssimo, acumula a orientação do SIC com a paróquia. Recebeu-nos de braços abertos. O meu orientador espiritual era o Padre Matos. Tive alguma dificuldade em o reconhecer, por estar mais forte do que no tempo em que usava a sua vespa azul, na qual fiz algumas viagens até à Igreja da paróquia, quando eu ia tocar órgão à missa.

E depois desta revisão da matéria dada, volto ao início. O grupo que nos recebeu preparou tudo da melhor forma. Enquanto uns pagavam a inscrição, outros aproveitavam para rever os quartos de Cristo-Rei, que  são salas ou dormitórios e outros reviam recordações ou jogavam ping-pong, um dos desportos mais populares da nossa época.

 

 

O padre Veríssimo celebrou

A Missa foi às 12.30. Capela cheia, com grupo de cantores que sempre animam estas cerimónias. O padre Veríssimo teve oportunidade de frisar: "Estais na vossa casa. Esta casa é vossa"! E, de facto, sentimo-nos em família.

Mas o almoço não foi no Seminário. Pensava eu que iria ter uma surpresa de um arroz com atum, tão ao nosso sabor. Nada disso. Um almoço  em que o arroz não faltou à mistura com o "fiel amigo".

 Foram muitos os que se animaram, alguns falaram com o coração aberto. Outros mandaram mensagens. E a tarde continuou com a visita ao Museu do Sal, lá para os lados da Gala.

No Museu do Sal

Regressámos à casa familiar. Era a sardinhada, em tempo de crise, com os pescadores a "fazerem o manguito" ao Governo. Por isso, um reforço com entremeada, à mistura com as cantigas do Beça, da Ângela e de todos os  que se juntaram até o sol se pôr. Foi ocasião para rever o Ti Fadigas, sempre jovem, com os seus 80 anos.

O Ti Fadigas é que nunca mais cresce...

Mais um encontro passou. E agora, o próximo? Democraticamente foi-se impondo o nome de POMBAL. O Zé Roque, do Louriçal e a viver em Leiria concordou. Os outros não estavam. Mas penso que irão entrar na lista, como por exemplo o Bento Alves e o Carolino, que até já foi presidente de Câmara.

Aqui fica um breve registo deste dia 31, em que recompus a minha saudade.

 

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