Sábado, 31 de Maio de 2008

17 encontro dos ex alunos do Seminário da Imaculada Conceição

 

A recordação do encontro - pintura em tela

 

Imagem da Imaculada Conceição no altar

Costuma dizer-se:"O bom filho a casa torna". E cumpriu-se o ditado.

Foram muitos os que não quiseram deixar passar esta ocasião de voltar ao Seminário da Figueira, rever aqueles ares  que todas as manhãs saboreávamos, a caminho da  capela, a correr para as aulas, ou dando e apanhando umas caneladas nos campos de futebol circundantes.

 

 

Os organizadores José Francisco, Paz Cardoso, Silvino Perdigão e Rogério Alberto

Hoje está tudo diferente, a começar pela ausência desses  "gaibiréus" oriundos dos sítios mais recônditos da diocese. Não há ninguém por ali. Os campos estão desertos, a erva tomou conta do espaço. A quinta já foi. Hoje, um pequeno espaço onde as crianças brincam no  escorrega.

Dei uma volta por tudo o que foi possível. O campo de Cristo-Rei, já foi comido  quase todo pela  necessidade habitacional da cidade. Ainda lá resta o que foi uma das balizas onde eu raramente conseguia meter um golo. Mas tinha bons colegas nessa coisa da bola. O Adriano Dias, o José Vieira,  o Janicas, o Faustino, o Xico Ramos, o Manel Henriques, o Manel Rodrigues, o Albano, entre muitos outros, davam conta do recado.

 

A baliza do campo de Cristo-Rei

 

O grande pinheiro atrás da antiga capela

O pinheiro, por detrás do espaço onde era a capela trouxe-me à lembrança o Ti Jaime, que era quem arranjava as bicicletas  recolhidas nesse espaço. O picadeiro é agora um espaço histórico,  onde tantos se  deliciaram nos momentos de recreio.

As casas das malas estão fechadas. Era  o nosso cantinho, onde se guardavam uns biscoitos, umas passas, um pouco de presunto, que o pai ou a mãe, carinhosamente juntavam na mala de cartão, que tanta vez trouxe às costas, desde a estação, só para poupar os 2 ou 3 escudos da viagem de táxi. Ainda hoje guardo uns cobertores com o número 311. O Paulino mostra com todo o cuidado um dos lenços com o seu número gravado. E lá dizia: "passados quase 50 anos ainda aqui está  como novo. Como vês não era muito ranhoso..."

O refeitório continua o mesmo espaço,  mas sem mesas, porque não há quem coma. A cozinha foi melhorada, mas deve ter os dias contados se isto continuar da forma como está. Antes ainda funcionava ali a Universidade Católica. Agora está tudo fechado.

 

O Padre Veríssimo, acumula a orientação do SIC com a paróquia. Recebeu-nos de braços abertos. O meu orientador espiritual era o Padre Matos. Tive alguma dificuldade em o reconhecer, por estar mais forte do que no tempo em que usava a sua vespa azul, na qual fiz algumas viagens até à Igreja da paróquia, quando eu ia tocar órgão à missa.

E depois desta revisão da matéria dada, volto ao início. O grupo que nos recebeu preparou tudo da melhor forma. Enquanto uns pagavam a inscrição, outros aproveitavam para rever os quartos de Cristo-Rei, que  são salas ou dormitórios e outros reviam recordações ou jogavam ping-pong, um dos desportos mais populares da nossa época.

 

 

O padre Veríssimo celebrou

A Missa foi às 12.30. Capela cheia, com grupo de cantores que sempre animam estas cerimónias. O padre Veríssimo teve oportunidade de frisar: "Estais na vossa casa. Esta casa é vossa"! E, de facto, sentimo-nos em família.

Mas o almoço não foi no Seminário. Pensava eu que iria ter uma surpresa de um arroz com atum, tão ao nosso sabor. Nada disso. Um almoço  em que o arroz não faltou à mistura com o "fiel amigo".

 Foram muitos os que se animaram, alguns falaram com o coração aberto. Outros mandaram mensagens. E a tarde continuou com a visita ao Museu do Sal, lá para os lados da Gala.

No Museu do Sal

Regressámos à casa familiar. Era a sardinhada, em tempo de crise, com os pescadores a "fazerem o manguito" ao Governo. Por isso, um reforço com entremeada, à mistura com as cantigas do Beça, da Ângela e de todos os  que se juntaram até o sol se pôr. Foi ocasião para rever o Ti Fadigas, sempre jovem, com os seus 80 anos.

O Ti Fadigas é que nunca mais cresce...

Mais um encontro passou. E agora, o próximo? Democraticamente foi-se impondo o nome de POMBAL. O Zé Roque, do Louriçal e a viver em Leiria concordou. Os outros não estavam. Mas penso que irão entrar na lista, como por exemplo o Bento Alves e o Carolino, que até já foi presidente de Câmara.

Aqui fica um breve registo deste dia 31, em que recompus a minha saudade.

 

publicado por lamire às 22:25
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